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… porque só assim se compreende.

Empresas Familiares: Chegamos a elas!

Posted by amandabonfimm em Abril 8, 2008

COMPETÊNCIAS E HABILIDADES ESSENCIAIS PARA DESENVOLVIMENTO EFICAZ EM EMPRESAS FAMILIARES

As competências exigidas hoje pelas corporações estão cada vez menos elementares: O mercado está acirrado, então cabe a

ao profissional se qualificar o suficiente para haver a possibilidade de estar entre os contratados de determinada organização. Tratando de organizações sejam elas privadas, públicas ou filantrópicas, o perfil do profissional que consegue adentrar na vaga é aceito por questões determinantes. Embora o profissional concorrente possa ter uma base de conhecimento boa, ele não atende ao “perfil da organização”. Os principais motivos que levam à entrevista são o de encontrar o perfil ideal para o cargo, e assim deve-se lembrar neste caso que a melhor fonte de informações sobre um cargo pode ser seu ocupante anterior; e evitar surpresas que possam ser desagradáveis no futuro. (OLIVEIRA, Luiz Antonio. 2002.) Por quê?

Cada organização tem um método de trabalho, um perfil adotado pelos integrantes da empresa. Uma indústria adota uma postura, um varejo adota outra, uma empresa privada de prestações de serviços, outra. Isso explica o porquê de existir profissionais irrecusáveis por um currículo, entretanto, basta uma equipe de R.H. atuar para detectar que este ótimo profissional, não é “tão ótimo” assim. As organizações têm suas minúcias, que exigem habilidades diferenciadas de seu pessoal.

As Empresas Familiares são um caso a parte desta postura. Os profissionais são membros da família, e muitas vezes deixam de haver rigidez na seleção, isto é, quando há seleção. Do mesmo modo que uma empresa sem profissionais capacitados não permanece muito tempo no mercado de trabalho, uma empresa familiar não seria diferente: Por não exigir mão de obra qualificada e especializada, torna a organização uma grande bola de neve amadora, destruindo todas as perspectivas criadas pelo seu fundador.

O comportamento do profissional muda de acordo com a sua competência no seu segmento, deixando claro que um profissional pode atuar em diversas áreas, inclusive fora do seu campo de pesquisa, transformando a sua base de conhecimento mais limitada ainda.

Donos de empresas/instituições/órgãos que fazem a administração financeira, contabiliza lucros e dá por si a fonte segura de informações referentes a tributos, por exemplo, é um caso bastante comum em companhias de micro e pequenas empresas. O desempenho, por vezes, é decadente por falta de informação e consciência da necessidade de pessoas capacitadas para o cargo. A atitude comentada a pouco pode ser diretamente proporcional ao desempenho da empresa. O profissionalismo da equipe é determinante.

Normalmente, o progresso da equipe depende das pessoas que a fazem, por exemplo, profissionais com poder de ação e de decisão, motivadas para novos desafios e padrões de qualidade, cientes de que seu futuro profissional depende de seu próprio desempenho e autoconfiantes na aquisição de novas habilidades, tudo isso aliado ao conhecimento adquirido no período de estudos a qual lhe colocou no segmento de atuação.

Em todo processo gerencial está inserido um método de avaliação de pessoas e equipes, afinal, o cotidiano dentro de uma empresa favorece juízos incompletos e insuficientes de seus funcionários, muitas vezes mostrando apenas o lado negativo ou incapaz da pessoa em questão. Daí a importância de formalizar e criar instrumentos inclusivos, simples e acordados entre as partes interessadas para efeito de conclusões e comparações efetivas. Para Fayol, um dos elementos da administração clássica em suas funções, coordenar é essencial. (CHIAVENATO, Idalberto. 2001.). Na Empresa Familiar este tipo de avaliação não ocorre, pois já ficou claro, a empresa é formada por membros da família, e seria deveras complicado manter um relacionamento amistoso de trabalho e pessoal após uma comparação conclusiva a algum segundo profissional da empresa.

A competência de um profissional é um processo pelo qual uma pessoa mobiliza seus conhecimentos e habilidades para produzir qualidade. A habilidade é a capacidade posta em prática. Portanto, competência é a habilidade em ação, transformação da potencialidade de uma pessoa apropriada a um problema.

Cada vez mais, o desenho de cargos e tarefas se distancia da descrição das atividades realizadas dentro de uma empresa, uma vez que variedade de conteúdos e funções específicas se funde, tornando uma tarefa desempenhada pré-requisito para desenvolvimento de outra a seguir.

As capacidades técnicas, relacionais, adaptativas, criativas e éticas se valem do conhecimento adquirido sobre elas, portanto, não importa os objetivos, tamanho, estrutura, o volume de trabalho interno, o tipo de organização, setor econômico, ou tipo de sociedade que forma a empresa, basta que a gestão desenvolvida dentro dela seja imparcial e profissional o suficiente para não misturar as coisas dentro da empresa. E este é o maior vilão nesses tipos de empresas. Teoricamente, tudo acontece como realmente deveria acontecer, só que quando o retorno financeiro ou de produção cai, denuncia o que não estava sendo feito, de fato. Dentro de uma empresa, o empirismo é apenas uma base de conhecimento. A habilidade que muito já falamos aqui, é saber transformá-la em prática.

As empresas familiares deveriam dar mais saliência à existência das empresas de consultoria exclusivas a empresas familiares, se não utilizá-las como corpo da empresa, usá-las com staff seria uma ótima saída.

Uma verdade não se discute: A Empresa Familiar é carente de pessoas capacitadas. No que se vê, não é impossível ter um filho de o dono assumir uma empresa sem a mínima responsabilidade, quem dirá segurança no conhecimento.

Mas, então, qual seria a melhor saída? Tanto se fala, tanto se discute, e a que conclusão chegamos?

A Empresa Familiar é uma empresa que necessita de profissionais qualificados como qualquer outra, como já foi dito anteriormente.

Entretanto, não é toda família dona de um empreendimento que preocupa-se em ocupar a mente de seus filhos com uma graduação, pós-graduação, capacitações (…) para futuramente assumir um cargo de importância. Isto, dando um exemplo bem resumido, pois a idéia original é formar uma equipe com todas as características citadas acima, afinal, uma empresa não compõe apenas uma pessoa. Um profissional não pode fazer tudo, a administração clássica já provou isto.

Enfim, o desempenho acontece dependendo de vários fatores, e que quase nunca são preenchidos pelas empresas, infelizmente, pois o maior interesse seria o delas.

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